segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Saiba como não ser demitido

Ninguém é demitido por um motivo isolado. A demissão, normalmente, é consequência da soma de diversos erros – alguns mais sérios, outros aparentemente inofensivos. A menos que o profissional tenha cometido um engano muito sério, com consequências muito graves, seus erros vão entrando numa espécie de ‘contabilidade’ que pode acabar gerando o desligamento. Para saber onde mora o perigo, confira a lista das 10 principais atitudes que você deve evitar se quiser continuar empregado e com sua carreira indo de vento em popa.
1 – Não cumprir prazos. Quem não cumpre datas acaba prejudicando o trabalho dos colegas e, consequentemente, o desempenho da empresa. Uma vez você pode ser perdoado. Duas, talvez. Mas, se isso virar rotina, o azar poderá ser todo seu.
2 – Cometer erros recorrentemente, em especial quando envolvem finanças, o lado mais sensível das organizações. Errar principalmente com clientes e fornecedores é uma excelente razão para você perder o emprego.
3 – Não dar valor à pontualidade. “Perder um voo e, por isso, não fechar um negócio importante ou deixar outras pessoas esperando são fatores que acumulam muitos pontos na contabilidade da demissão. Mais uma vez, os pontos são mais graves se isso acontecer com clientes e fornecedores.
4 – Fazer fofoca ou abrir informações confidenciais. O ‘leva e traz’ sempre acaba se prejudicando. Isso vale tanto para quem faz fofoca e inventa qualquer coisa quanto para quem não toma cuidado com a confidencialidade das informações e sai comentando informações sigilosas no restaurante, no avião, nas mídias sociais ou no almoço de domingo.
5 – Não trabalhar em equipe. É preciso estar disponível para colaborar com os colegas e saber trabalhar em grupo. Fingir que você está sempre ocupado não vai colar por muito tempo.
6 – Não se entender com a chefia. Quem não tem um bom relacionamento com o chefe pode saber: é transferido de área, pede demissão ou é demitido. Não tem outro caminho.
7 – Economizar educação. Claro que ninguém vai ser demitido porque não disse “bom dia”, “por favor” ou “obrigado”, mas, se isso for intenso e recorrente, novamente vai entrar na ‘contabilidade’.
8 – Ser incapaz de ouvir. Todo mundo tem necessidade de falar, inclusive no ambiente corporativo. É preciso abrir os ouvidos e colaborar para melhorar a convivência e o relacionamento interpessoal no trabalho.
9 – Dar opinião que ninguém pediu. Fazer comentários inadequados pode gerar constrangimento para todo mundo. Se você ficar com a fama de quem fala o que não deve ou fizer isso com alguém mais sensível que tenha algum poder na empresa pode prejudicar sua carreira por bobagem.
10 – Ser propagador do negativismo crônico. Ninguém gosta de trabalhar com pessoas que só escurecem o céu, reclamam o tempo todo e acham que tudo vai dar errado.

Fonte: Jornal Contábil 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

IFRS: Empresas devem se preparar para as novas normas globais de contabilidade

Em maio deste ano, os órgãos reguladores IABS e FASB, dois dos mais importantes organismos de normalização das práticas contábeis, emitiram uma nova forma de reconhecimento de receitas, o IFRS 15 – Receitas de Contratos com Clientes (Revenue from Contracts with Customers).
A nova norma irá exigir um modelo mais abrangente no momento das empresas e indústrias em geral divulgarem suas demonstrações financeiras, reduzindo de modo expressivo a complexidade inerente à orientação de reconhecimento de receita de hoje.
“No entanto, embora seja um importante avanço para a contabilidade, a nova regra traz desafios importantes para as organizações, exigindo uma melhor gestão, com processos de negócios e controles interno bem definidos, tendo impactos difusos sobre os administradores, políticas, processos e sistemas”, orienta Welson Melo, Contador, Diretor Executivo da PartWork Auditores Independentes
Segundo Melo, embora complexas, as novas exigências tem aplicabilidade variada de acordo com o segmento da indústria, varejo ou prestadora de serviços. Ou seja, afetará as empresas de maneiras diversas. Por isso, mesmo que a nova norma entre em vigência apenas em janeiro de 2017, é fundamental uma avaliação prévia que identifique o seu impacto nos negócios.
No Brasil, uma empresa que se encaixe nos requisitos para adotar a convergência do IFRS e esteja em conformidade para se adequar ao novo padrão contábil, caso não se adapte às novas obrigações não estará cumprindo as normas brasileiras de contabilidade, podendo transmitir, por exemplo, que o investidor não entende as demonstrações financeiras de sua empresa, deixando de fornecer uma visão geral de alto nível da nova norma.
“O prazo pode parecer distante, mas as empresas devem ficar atentas desde já. Somente um diagnóstico adequado irá garantir uma transição tranquila para a nova norma, assim como o sucesso de sua implementação”, orienta o auditor.

Fonte: Jornal Contábil 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vale a pena empreender no Brasil?

A atividade empreendedora está em alta no Brasil e nosso potencial é promissor neste campo, não se pode negar. Somos, afinal, os primeiros no ranking mundial dos que resolvem abandonar o emprego para dar vida a um sonho.

Traduzido em números, essa tendência se exprime em 36 milhões de brasileiros com algum tipo de negócio. Desses, 30% empreendem por necessidade, enquanto 70% por julgar ter encontrado a grande oportunidade da vida de ser “o dono próprio nariz”.
Essa proporção nem sempre foi assim, o que demonstra a importância que a população vem dando ao tema, além de aumentar a consciência sobre os benefícios de se empreender, em detrimento de uma “segurança” na carteira assinada a cada dia mais questionada por muitos.
Mas, nem tudo é motivo para se comemorar, pois de acordo com o Índice Global de Empreendedorismo, nosso país ocupa a 100º posição.
Quantitativamente, estamos bem colocados, sem dúvida, mas quando se trata de qualidade e consideramos o sucesso das empresas, a realidade é nua e crua.
A falta de competitividade e preparo dos empreendedores acaba por minar as chances de sobrevivência das empresas. Empreender deve agregar valor para a sociedade e para os clientes. No entanto, é preciso ressaltar que esse impulso vai muito além de constituir uma pessoa jurídica, comprar e vender produtos ou serviços. Um bom empreendedor vai além da vocação ou de qualquer outra habilidade. É preciso prezar pela organização, controles, foco e, principalmente, pelo planejamento.
A burocracia brasileira é o maior entrave para a expansão de qualquer empreendimento. Por isso, para avançar com segurança em qualquer negócio, o empreendedor precisa ter conhecimento, preparo e percepção dos vários cenários ao seu redor. E, sobretudo, adquirir definitivamente o hábito de planejar, deficiência apontada pelas pesquisas como causa de quase a metade das mortes prematuras dos negócios.
Como lidar com tudo isto, enfim? Ainda mais frente à atual crise econômica e dos altos tributos e o excesso de burocracia de sempre? De fato, hoje não se pode conduzir uma empresa com as velhas práticas do passado.
O nível de cobrança, exigência e fiscalização aumenta a cada ano e, com isso, as pequenas sonegações, as fraudes, o famoso “jeitinho brasileiro” já não têm mais espaço como fonte adicional o exclusiva de competitividade. Quem insiste nesta prática está sabotando não só os cofres públicos, mas principalmente seu próprio negócio.
Está visível que as exigências do Fisco vem aumentando anos após ano, especialmente com relação às prestações de contas, todas no formato digital. Neste sentido, o investimento em sistemas e formação continuada têm sido mandatórios para o sucesso, independente da natureza e do porte de um negócio.
Controles de estoques; vendas; compras; pessoal, tudo precisa ser sistematicamente mantido e organizado. E um número traduz bem essa necessidade. Somente em 2013, a Receita Federal arrecadou R$ 190 bilhões em multas decorrentes de erros nas empresas.
Administrar é prever, organizar, estabelecer metas e, principalmente planejar. Claro, não pode faltar também muita motivação, mas ela precisa de uma direção e quem consegue mostrar esse norte é o líder.
Num ambiente hostil, como o atual, as empresas mais fracas estão suscetíveis ao fracasso, embora crises sejam pródigas em oferecer oportunidades, como há muito nos ensinaram os ancestrais chineses. O que existe de contemporâneo nisso tudo é a necessidade de se estar sempre atento, enxergar essas chances de crescer em pleno caos e, é claro, sair na frente, condições básicas para que um dia tenhamos mais qualidade do que quantidade em nossas estatísticas sobre o empreendedorismo nacional.

Fonte: Jornal Contábil